Arabescos é o título de um livro de poemas de Mário Massari (Membro da Academia Sertanezina de Letras - ASEL). O autor disponibilizará no blog poemas do referido livro,bem como de seus outros livros "Beirais" , "Achados e guardados" , "Portos, olhares e ausências..." , "Espelhos do Tempo", "Borboletas no aquário" e "Antecedentes Postais - diários de naufrágios".
quarta-feira, 2 de agosto de 2017
quarta-feira, 19 de abril de 2017
quinta-feira, 6 de abril de 2017
Prêmio Sesc de Poesias Carlos Drummond de Andrade - Edição 2016
Divulgado o resultado do Prêmio Sesc de Poesias Carlos Drummond de Andrade - Edição 2016
Novamente, integrarei a belíssima Antologia – com o Poema “Carta de Anuência”.
Nome
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Poema
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Adriano Wintter Sobrosa
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Narcose
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Airton Souza de Oliveira
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Outono de carne estranha
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Camilla Nicodemos Soares
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Angústia
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Carlos Edmilson Silva Dantas
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A armadilha dos teus olhos
|
Carolina Becker Peçanha
|
Metamorfoseio
|
Daniel da Rocha Leite
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Berrante
|
Diego A H Ortega dos Santos
|
Cerca distância
|
Edelson Rodrigues Nascimento
|
Tempus edax rerum
|
Elisangela Aparecida Pereira
|
Memórias da pele
|
Fabrício Lima de Oliveira
|
Entre ruínas
|
Geraldo Magela Rosa da Silva
|
Opostos
|
Gisela Maria de Castro Teixeira
|
A primeira vez
|
Guilherme H de Oliveira e Souza
|
A dor e o vôo
|
Henrique de Almeida Barbosa do Vale
|
Âncora
|
João Elias Antunes de Oliveira
|
O movimento
|
João Nery Pestana
|
A teu nome
|
Jorge Alan Pinheiro Guimarães
|
Sabe de mim a cicatriz
|
Júlia Iracy Franklin Moura
|
Origem
|
Leonardo Gazzoni
|
O inventor
|
Luciana Brandão Carreira
|
Crematório para compor dissonâncias
|
Marcelo Vieira Ribeiro
|
Os fios da noite
|
Marcos Airton de Sousa Freitas
|
Palipalãs
|
Maria Veronica Silva Vilariño Aguilera
|
Floração
|
Mario Donizete Massari
|
Carta de anuência
|
Milton Anaute
|
Recato
|
Osvaldo Copertino Duarte
|
Azinabrado
|
Rafaela Gomes Figueiredo
|
Luz do silêncio
|
Rosa Maria de Sousa
|
Ocaso
|
Rudinei Antônio Massaia
|
Solilóquio
|
Talitha Borges da Silva
|
O monstro
|
Tatiana Alves Soares Caldas
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Reinvenção
|
Teresa Cristina do Nascimento Bendini
|
Amor em azul
|
Thiago Oliveira de Carvalho
|
O poeta
|
Thiago Teixeira Scarlata
|
Rio velho
|
Vera Lúcia Godoy Correia
|
O menino e a flor
|
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
No dia em que os girassóis se rebelaram
No dia em que os girassóis se rebelaram
o sol, temeroso, não apareceu,
e negras nuvens
davam aos céus
um aspecto de
mundo acabado.
o sol, temeroso, não apareceu,
e negras nuvens
davam aos céus
um aspecto de
mundo acabado.
No dia em que os girassóis se rebelaram
plantas muitas se solidarizaram
a carnívora fez greve de fome
para desespero do suicida inseto
que reivindicava ser devorado.
plantas muitas se solidarizaram
a carnívora fez greve de fome
para desespero do suicida inseto
que reivindicava ser devorado.
No dia em que os girassóis se rebelaram
uma chuva ácida destruiu
viciados manuscritos
reformulando a fachada da mobília
empoeirada.
uma chuva ácida destruiu
viciados manuscritos
reformulando a fachada da mobília
empoeirada.
Depois, a calmaria.
No dia em que os girassóis se rebelaram.
No dia em que os girassóis se rebelaram.
mário massari
Tela: Vladimir Kush
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
quinta-feira, 28 de maio de 2015
Resultado - Prêmio Sesc de poesia Carlos Drummond de Andrade - 2014
O meu poema - O domador de silêncios - foi um dos selecionados pelo Prêmio Sesc de Poesias Carlos Drummond de Andrade - Edição 2014.
O resultado completo nas categorias pintura, crônica, contos, fotografia e poesia - disponível no site:
http://www.sescdf.com.br/images/downloads/listagem-premios.pdf
O resultado completo nas categorias pintura, crônica, contos, fotografia e poesia - disponível no site:
http://www.sescdf.com.br/images/downloads/listagem-premios.pdf
sábado, 11 de outubro de 2014
Fragmentos de Poesia em Campos de Girassóis
Meus caros: inicio, hoje, a divulgação do meu novo livro: Fragmentos de Poesia em Campos de Girassóis. E como toda obra literária necessita de muitas parcerias, os meus sinceros agradecimentos ao Luiz Felipe Nunes – pelo Prefácio, Aline Pires Molin– pela Capa e Amabília – pela revisão. Autoelogio não é recomendável, mas vou correr o risco: é o meu livro mais intenso, em que inspiração e transpiração alcançaram, creio eu, as dosagens certas. O lançamento? 30 de outubro. Música ao vivo com o grande Décio De Souza Cirqueira. Abraços.
sábado, 6 de setembro de 2014
Nas raízes da minha voz
Interessados em adquirir o CD - Nas raízes da minha voz - solicitar via e-mail:
mariodmassari@gmail.com - 15,00 (frete incluso)
mariodmassari@gmail.com - 15,00 (frete incluso)
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
quinta-feira, 29 de maio de 2014
PREMIADOS NO MAPA CULTURAL PAULISTA 2013/2014 - LITERATURA
Prezados amigos: Muito feliz em ser um dos premiados no Mapa Cultural Paulista 2013/2014 - projeto realizado pela Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo e produzido pela Abaçaí Cultura e Arte - representando a Região de Ri...beirão Preto. Sempre acreditei no poema "Borboletas no aquário" - título do meu livro, lançado em 2011. Parabéns aos escritores e organizadores - nesse importante mapeamento da Literatura produzida no Estado.
Veja o nome das obras e dos artistas premiados da Mostra Literária da Fase Estadual do Mapa.
Região de Araraquara / Cidade: Porto Ferreira
Luis Bispo Maria
Obra: O Tempo de Rosário...
Conto
Região de Bauru / Cidade: Bauru
José Carlos Mendes Brandão
Obra: Parada em Ventania
Conto
Região de Campinas / Cidade: Santa Cruz das Palmeiras
Daniel Perico Graciano
Obra: Elegia Elétrica
Poesia
Região de Campinas / Cidade: Jundiaí
André Telucazu Kondo
Obra: Chá
Conto
Região de Campinas / Cidade: Mococa
André Plez
Obra: Tudo é Perene
Conto
Região da Grande São Paulo / Cidade: Mauá
Edson Bueno de Camargo
Obra: Guardanapos de Papel
Crônica
Região da Grande São Paulo / Cidade: São Caetano do Sul
Rafael Pessolato Marchesin
Obra: Missiva Mortuária
Crônica
Região da Grande São Paulo / Cidade: Osasco
Murillo Marques
Obra: Procissão
Poesia
Região de Marília / Cidade: Garça
Letterio Santoro
Obra: Que é do Menino?
Crônica
Região de Presidente Prudente / Cidade: Presidente Prudente
Plínio César Giannasi
Obra: Táxi
Conto
Região de Ribeirão Preto / Sertãozinho
Mario Donizete Massari
Obra: Borboletas no Aquário
Poesia
Região de São José dos Campos / Cidade: Taubaté
Dafne Araceli Román
Obra: Meio Sei Lá
Crônica
Região de São José dos Campos / Cidade: Jacareí
Cleber Willian Santos Freire
Obra: Rosas no Cóccix
Poesia
Região de Sorocaba / Cidade: Cerquilho
Kátia Cristina Mota
Obra: Silvia
Conto
Região de Sorocaba / Cidade: Cerquilho
Ivan Vagner Marcon
Obra: Sobre Silêncio e Linguagens
Conto
Região de Sorocaba / Cidade: Itapeva
Fábio Nicolau Ilczuk
Obra: Nunca se Sabe
Poesia Ver mais
sábado, 5 de abril de 2014
A ASSOCIAÇÃO DOS ESCRITORES DE BRAGANÇA PAULISTA - ASES, divulgou o resultado do III Prêmio Literário Cidade Poesia.
http://www.asesbp.com.br/concursos/III%20premio%20literario%20cidade%20poesia%20-%20result.html
sábado, 10 de agosto de 2013
sábado, 15 de junho de 2013
sexta-feira, 14 de junho de 2013
quinta-feira, 13 de junho de 2013
BREVE REFLEXÃO ACERCA DO IMBRÓGLIO NA DEMARCAÇÃO DAS RESERVAS INDÍGENAS
Crônica
Sempre causou-me indignação o rótulo de “ociosos” que alguns desavisados, por falta de conhecimento ou recheados de interesses próprios, tentam atribuir aos í...ndios.
Resolvi, diante dos últimos acontecimentos, vasculhar sites – favoráveis e desfavoráveis à demarcação das reservas indígenas (parece surreal mas muita gente faz careta quando o assunto adquire essa tonalidade).
Simpático à causa desses primitivos moradores talvez puxe, voluntariamente, brasas às suas fogueiras. Mas nunca com a irresponsabilidade de quem pretende jogar cinzas no caos.
Os dois parágrafos a seguir, copiados do site da FUNAI, merecem atenta leitura.
“As populações indígenas são vistas, pela sociedade brasileira, ora de forma preconceituosa, ora de forma idealizada. O preconceito parte, muito mais, daqueles que convivem diretamente com os índios: as populações rurais.
Dominadas política, ideológica e economicamente por elites municipais com fortes interesses nas terras dos índios e em seus recursos ambientais, tais como madeira e minérios, muitas vezes as populações rurais necessitam disputar as escassas oportunidades de sobrevivência em sua região com membros de sociedades indígenas que aí vivem. Por isso, utilizam estereótipos, chamando-os de "ladrões", "traiçoeiros", "preguiçosos" e "beberrões", enfim, de tudo que possa desqualificá-los. Procuram justificar, desta forma, todo tipo de ação contra os índios e a invasão de seus territórios.
Já a população urbana, que vive distanciada das áreas indígenas, tende a ter deles uma imagem favorável, embora os veja como algo muito remoto. Os índios são considerados a partir de um conjunto de imagens e crenças amplamente disseminadas pelo senso comum: eles são os donos da terra e seus primeiros habitantes, aqueles que sabem conviver com a natureza sem depredá-la. São também vistos como parte do passado e, portanto, como estando em processo de desaparecimento, muito embora, como provam os dados, nas três últimas décadas tenha-se constatado o crescimento da população indígena.
Por outro lado, muitos argumentam que “é muita terra pra pouco índio”.
A fala do antropólogo João Pacheco de Oliveira, professor do Museu Nacional da UFRJ, desmistifica essa tese.
João Pacheco rebate argumentos do senso comum contra os índios, como o de que são menos de 1 milhão de pessoas e têm reservas que somam 13% do território nacional. - "As áreas indígenas não são apenas destinadas aos indígenas, em grande parte são reservas ambientais", diz. "E não são terras dos indígenas, são terras da União."
As áreas indígenas não são apenas destinadas aos indígenas. Em grande parte são reservas ambientais, santuários ecológicos desrespeitados: Xingu, a área ianomâmi, algumas regiões da fronteira do Javari, Rio Negro. E não são terras dos indígenas, são terras da União. As terras indígenas não são esses 13% que se colocam. Aliás, o próprio argumento é bastante questionável, porque a concentração fundiária no Brasil deve levar 0,2% da população a ter 80% das terras agricultáveis. Então, essa justificativa seria pela reforma agrária imediata.
O assunto é longo e seriam necessárias laudas e laudas, mas serei breve em meu posicionamento.
Quando, há quinhentos anos, os primeiros europeus aqui chegaram, trazendo, além das doenças que dizimaram grande número de índios, o irrefreável desejo de conquistas, estima-se que eles aqui já se encontravam há mais de 10.000 anos.
Logo, não há, nesse país, proprietários mais legítimos, historicamente.
Legalmente também já tiveram os seus direitos devidamente reconhecidos.
As medidas são duras, mas tudo cicatriza nessa vida.
A demarcação das reservas indígenas não pode recuar.
E que a sociedade brasileira arque com as justas indenizações, devidas aos agricultores, pela omissão de todos os governos que, letárgicos, nunca se preocuparam em resolver esse imbróglio.
Mas é claro que a discussão não termina aqui. É apenas uma centelha na palha seca.
Mário Massari
Crônica
Sempre causou-me indignação o rótulo de “ociosos” que alguns desavisados, por falta de conhecimento ou recheados de interesses próprios, tentam atribuir aos í...ndios.
Resolvi, diante dos últimos acontecimentos, vasculhar sites – favoráveis e desfavoráveis à demarcação das reservas indígenas (parece surreal mas muita gente faz careta quando o assunto adquire essa tonalidade).
Simpático à causa desses primitivos moradores talvez puxe, voluntariamente, brasas às suas fogueiras. Mas nunca com a irresponsabilidade de quem pretende jogar cinzas no caos.
Os dois parágrafos a seguir, copiados do site da FUNAI, merecem atenta leitura.
“As populações indígenas são vistas, pela sociedade brasileira, ora de forma preconceituosa, ora de forma idealizada. O preconceito parte, muito mais, daqueles que convivem diretamente com os índios: as populações rurais.
Dominadas política, ideológica e economicamente por elites municipais com fortes interesses nas terras dos índios e em seus recursos ambientais, tais como madeira e minérios, muitas vezes as populações rurais necessitam disputar as escassas oportunidades de sobrevivência em sua região com membros de sociedades indígenas que aí vivem. Por isso, utilizam estereótipos, chamando-os de "ladrões", "traiçoeiros", "preguiçosos" e "beberrões", enfim, de tudo que possa desqualificá-los. Procuram justificar, desta forma, todo tipo de ação contra os índios e a invasão de seus territórios.
Já a população urbana, que vive distanciada das áreas indígenas, tende a ter deles uma imagem favorável, embora os veja como algo muito remoto. Os índios são considerados a partir de um conjunto de imagens e crenças amplamente disseminadas pelo senso comum: eles são os donos da terra e seus primeiros habitantes, aqueles que sabem conviver com a natureza sem depredá-la. São também vistos como parte do passado e, portanto, como estando em processo de desaparecimento, muito embora, como provam os dados, nas três últimas décadas tenha-se constatado o crescimento da população indígena.
Por outro lado, muitos argumentam que “é muita terra pra pouco índio”.
A fala do antropólogo João Pacheco de Oliveira, professor do Museu Nacional da UFRJ, desmistifica essa tese.
João Pacheco rebate argumentos do senso comum contra os índios, como o de que são menos de 1 milhão de pessoas e têm reservas que somam 13% do território nacional. - "As áreas indígenas não são apenas destinadas aos indígenas, em grande parte são reservas ambientais", diz. "E não são terras dos indígenas, são terras da União."
As áreas indígenas não são apenas destinadas aos indígenas. Em grande parte são reservas ambientais, santuários ecológicos desrespeitados: Xingu, a área ianomâmi, algumas regiões da fronteira do Javari, Rio Negro. E não são terras dos indígenas, são terras da União. As terras indígenas não são esses 13% que se colocam. Aliás, o próprio argumento é bastante questionável, porque a concentração fundiária no Brasil deve levar 0,2% da população a ter 80% das terras agricultáveis. Então, essa justificativa seria pela reforma agrária imediata.
O assunto é longo e seriam necessárias laudas e laudas, mas serei breve em meu posicionamento.
Quando, há quinhentos anos, os primeiros europeus aqui chegaram, trazendo, além das doenças que dizimaram grande número de índios, o irrefreável desejo de conquistas, estima-se que eles aqui já se encontravam há mais de 10.000 anos.
Logo, não há, nesse país, proprietários mais legítimos, historicamente.
Legalmente também já tiveram os seus direitos devidamente reconhecidos.
As medidas são duras, mas tudo cicatriza nessa vida.
A demarcação das reservas indígenas não pode recuar.
E que a sociedade brasileira arque com as justas indenizações, devidas aos agricultores, pela omissão de todos os governos que, letárgicos, nunca se preocuparam em resolver esse imbróglio.
Mas é claro que a discussão não termina aqui. É apenas uma centelha na palha seca.
Mário Massari
domingo, 16 de dezembro de 2012
CASA
Os retratos
guardam e vigiam
os teus passos,
Os retratos
guardam e vigiam
os teus passos,
e os gritos das crianças
correndo desenfreadas
em suas paredes ficaram registrados.
No vasto avarandado
as mesmas redes descansam
sob a prosa do crepúsculo
e janelas de um tempo adormecido
espiam um quintal lúdico
e seus arrabaldes...
E a solidão dos dias frios e chuvosos
sempre será compartilhada
por mãos trêmulas
que bordam agasalhos
suspiram saudades...
MÁRIO MASSARI
"Achados e guardados" - 2002
Tela: "Mulher costura na frente de sua casa", de Claude Joseph Bail (1862-1921)
correndo desenfreadas
em suas paredes ficaram registrados.
No vasto avarandado
as mesmas redes descansam
sob a prosa do crepúsculo
e janelas de um tempo adormecido
espiam um quintal lúdico
e seus arrabaldes...
E a solidão dos dias frios e chuvosos
sempre será compartilhada
por mãos trêmulas
que bordam agasalhos
suspiram saudades...
MÁRIO MASSARI
"Achados e guardados" - 2002
Tela: "Mulher costura na frente de sua casa", de Claude Joseph Bail (1862-1921)
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
terça-feira, 1 de maio de 2012
CIGARRAS
Elas sempre fascinaram-me. Mas a minha admiração por esses seres cresceu ao conhecer o ciclo de vida.
Após o acasalamento o macho morre e a fêmea, após a postura dos ovos, também. Os ovos eclodem e os insetos jovens (ou ninfas) caem no chão e entram na terra onde vivem de 01 a 17 anos (depende da espécie) se alimentando da seiva de raízes. Isso mesmo: de 01 a 17 anos. Depois desse período elas cavam túneis, sobem nas árvores e sofrem uma metamorfose, a ecdise, se tornando adultas e prontas para o acasalamento.
Já escrevi um conto sobre o tema “Antes que cheguem as cigarras” e um poema “Cristais” – presente no meu livro Beirais – 2007, que publico a seguir:
CRISTAIS
Anunciam com a chegada
O novo ciclo
Parodiando cristais
Tripudiando os moucos ouvidos
De desatentos ouvintes.
Não desafinam
E nem sequer se importam
Com a fama indevida
De boêmias incorrigíveis.
Antes, os criticos desdenham
Com a sinfonia que lança por terra
As intransponíveis muralhas
Dos que simulam indiferença.
E avessas ao silêncio
Cantam as cigarras o fado
Num agradecimento ao Supremo
Pelo muito que lhes é dado.
Elas sempre fascinaram-me. Mas a minha admiração por esses seres cresceu ao conhecer o ciclo de vida.
Após o acasalamento o macho morre e a fêmea, após a postura dos ovos, também. Os ovos eclodem e os insetos jovens (ou ninfas) caem no chão e entram na terra onde vivem de 01 a 17 anos (depende da espécie) se alimentando da seiva de raízes. Isso mesmo: de 01 a 17 anos. Depois desse período elas cavam túneis, sobem nas árvores e sofrem uma metamorfose, a ecdise, se tornando adultas e prontas para o acasalamento.
Já escrevi um conto sobre o tema “Antes que cheguem as cigarras” e um poema “Cristais” – presente no meu livro Beirais – 2007, que publico a seguir:
CRISTAIS
Anunciam com a chegada
O novo ciclo
Parodiando cristais
Tripudiando os moucos ouvidos
De desatentos ouvintes.
Não desafinam
E nem sequer se importam
Com a fama indevida
De boêmias incorrigíveis.
Antes, os criticos desdenham
Com a sinfonia que lança por terra
As intransponíveis muralhas
Dos que simulam indiferença.
E avessas ao silêncio
Cantam as cigarras o fado
Num agradecimento ao Supremo
Pelo muito que lhes é dado.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
sábado, 27 de agosto de 2011
Borboletas no aquário
I
Mantinha borboletas
No aquário.
Com as mãos no rosto
Espalmadas
E tecia um fio de tempo
(Só seu)
A admirar, através da transparência
Das cortinas,
Um balé de cores
Que reverberavam, reverberavam...
II
Mantinha borboletas
No aquário
O silêncio a balbuciar-lhe
Regozijos de naufrágios...
Mas, quando as mãos insensíveis
Não pressentiram mais as cores
E a visão turva admitiu
Guelras na fala
Ao fio partido
Gritou
Ah, gritou!
Suspensos ao eco
Todos os mares não desbravados!
III
Uma chuva fina e persistente
Lambia os alicerces do passado
Quando fez o que, há tempos, cogitava:
- Mirou o ponto luminoso no teto de tudo
- Guardou os álbuns de todas as renúncias
Na gaveta do armário
- Fez par com a vida, num beijo inusitado
- E, finalmente, convicto, quebrou o aquário.
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