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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Quem sabe?

No dia 24 de agosto próximo, às 19h30, na Biblioteca Pública Municipal Dr. Antônio Furlan Jr., lançarei meu novo livro de poemas - o primeiro dedicado ao público infantojuvenil.~

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Prêmio Sesc de Poesias Carlos Drummond de Andrade - Edição 2016

Divulgado o resultado do Prêmio Sesc de Poesias Carlos Drummond de Andrade - Edição 2016
Novamente, integrarei a belíssima Antologia – com o Poema “Carta de Anuência”.

Nome
Poema
Adriano Wintter Sobrosa
Narcose
Airton Souza de Oliveira
Outono de carne estranha
Camilla Nicodemos Soares
Angústia
Carlos Edmilson Silva Dantas
A armadilha dos teus olhos
Carolina Becker Peçanha
Metamorfoseio
Daniel da Rocha Leite
Berrante
Diego A H Ortega dos Santos
Cerca distância
Edelson Rodrigues Nascimento
Tempus edax rerum
Elisangela Aparecida Pereira
Memórias da pele
Fabrício Lima de Oliveira
Entre ruínas
Geraldo Magela Rosa da Silva
Opostos
Gisela Maria de Castro Teixeira
A primeira vez
Guilherme H de Oliveira e Souza
A dor e o vôo
Henrique de Almeida Barbosa do Vale
Âncora
João Elias Antunes de Oliveira
O movimento
João Nery Pestana
A teu nome
Jorge Alan Pinheiro Guimarães
Sabe de mim a cicatriz
Júlia Iracy Franklin Moura
Origem
Leonardo Gazzoni
O inventor
Luciana Brandão Carreira
Crematório para compor dissonâncias
Marcelo Vieira Ribeiro
Os fios da noite
Marcos Airton de Sousa Freitas
Palipalãs
Maria Veronica Silva Vilariño Aguilera
Floração
Mario Donizete Massari
Carta de anuência
Milton Anaute
Recato
Osvaldo Copertino Duarte
Azinabrado
Rafaela Gomes Figueiredo
Luz do silêncio
Rosa Maria de Sousa
Ocaso
Rudinei Antônio Massaia
Solilóquio 
Talitha Borges da Silva
O monstro
Tatiana Alves Soares Caldas
Reinvenção
Teresa Cristina do Nascimento Bendini
Amor em azul
Thiago Oliveira de Carvalho
O poeta 
Thiago Teixeira Scarlata
Rio velho
Vera Lúcia Godoy Correia
O menino e a flor

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

No dia em que os girassóis se rebelaram

No dia em que os girassóis se rebelaram
o sol, temeroso, não apareceu,
e negras nuvens
davam aos céus
um aspecto de
mundo acabado.
No dia em que os girassóis se rebelaram
plantas muitas se solidarizaram
a carnívora fez greve de fome
para desespero do suicida inseto
que reivindicava ser devorado.
No dia em que os girassóis se rebelaram
uma chuva ácida destruiu
viciados manuscritos
reformulando a fachada da mobília
empoeirada.
Depois, a calmaria.
No dia em que os girassóis se rebelaram.
mário massari
Tela: Vladimir Kush

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Guardar numa pausa
toda a melodia.

Isso é poesia!

mário massari

08.01.2016
23.59

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Resultado - Prêmio Sesc de poesia Carlos Drummond de Andrade - 2014

O meu poema - O domador de silêncios - foi um dos selecionados pelo Prêmio Sesc de Poesias Carlos Drummond de Andrade - Edição 2014.
O resultado completo nas categorias pintura, crônica, contos, fotografia e poesia - disponível no site:
http://www.sescdf.com.br/images/downloads/listagem-premios.pdf

sábado, 11 de outubro de 2014

Fragmentos de Poesia em Campos de Girassóis

Meus caros: inicio, hoje, a divulgação do meu novo livro: Fragmentos de Poesia em Campos de Girassóis. E como toda obra literária necessita de muitas parcerias, os meus sinceros agradecimentos ao Luiz Felipe Nunes – pelo Prefácio, Aline Pires Molin– pela Capa e Amabília – pela revisão. Autoelogio não é recomendável, mas vou correr o risco: é o meu livro mais intenso, em que inspiração e transpiração alcançaram, creio eu, as dosagens certas. O lançamento? 30 de outubro. Música ao vivo com o grande Décio De Souza Cirqueira. Abraços.
 

sábado, 6 de setembro de 2014

Nas raízes da minha voz

Interessados em adquirir o CD - Nas raízes da minha voz - solicitar via e-mail:
mariodmassari@gmail.com -  15,00 (frete incluso)

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

quinta-feira, 29 de maio de 2014

PREMIADOS NO MAPA CULTURAL PAULISTA 2013/2014 - LITERATURA


Prezados amigos: Muito feliz em ser um dos premiados no Mapa Cultural Paulista 2013/2014 - projeto realizado pela Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo e produzido pela Abaçaí Cultura e Arte - representando a Região de Ri...beirão Preto. Sempre acreditei no poema "Borboletas no aquário" - título do meu livro, lançado em 2011. Parabéns aos escritores e organizadores - nesse importante mapeamento da Literatura produzida no Estado. 

 Veja o nome das obras e dos artistas premiados da Mostra Literária da Fase Estadual do Mapa.

Região de Araraquara / Cidade: Porto Ferreira
Luis Bispo Maria
Obra: O Tempo de Rosário...
Conto

Região de Bauru / Cidade: Bauru
José Carlos Mendes Brandão
Obra: Parada em Ventania
Conto

Região de Campinas / Cidade: Santa Cruz das Palmeiras
Daniel Perico Graciano
Obra: Elegia Elétrica
Poesia

Região de Campinas / Cidade: Jundiaí
André Telucazu Kondo
Obra: Chá
Conto

Região de Campinas / Cidade: Mococa
André Plez
Obra: Tudo é Perene
Conto

Região da Grande São Paulo / Cidade: Mauá
Edson Bueno de Camargo
Obra: Guardanapos de Papel
Crônica

Região da Grande São Paulo / Cidade: São Caetano do Sul
Rafael Pessolato Marchesin
Obra: Missiva Mortuária
Crônica

Região da Grande São Paulo / Cidade: Osasco
Murillo Marques
Obra: Procissão
Poesia

Região de Marília / Cidade: Garça
Letterio Santoro
Obra: Que é do Menino?
Crônica

Região de Presidente Prudente / Cidade: Presidente Prudente
Plínio César Giannasi
Obra: Táxi
Conto

Região de Ribeirão Preto / Sertãozinho
Mario Donizete Massari
Obra: Borboletas no Aquário
Poesia


 Região de São José dos Campos / Cidade: Taubaté
Dafne Araceli Román
Obra: Meio Sei Lá
Crônica

Região de São José dos Campos / Cidade: Jacareí
Cleber Willian Santos Freire
Obra: Rosas no Cóccix
Poesia

Região de Sorocaba / Cidade: Cerquilho
Kátia Cristina Mota
Obra: Silvia

 Conto

Região de Sorocaba / Cidade: Cerquilho
Ivan Vagner Marcon
Obra: Sobre Silêncio e Linguagens
Conto

Região de Sorocaba / Cidade: Itapeva
Fábio Nicolau Ilczuk
Obra: Nunca se Sabe
Poesia
Ver mais



sábado, 5 de abril de 2014

                
A ASSOCIAÇÃO DOS ESCRITORES DE BRAGANÇA PAULISTA - ASES, divulgou o resultado do III Prêmio Literário Cidade Poesia.

http://www.asesbp.com.br/concursos/III%20premio%20literario%20cidade%20poesia%20-%20result.html 

sábado, 10 de agosto de 2013

sábado, 15 de junho de 2013

sexta-feira, 14 de junho de 2013

quinta-feira, 13 de junho de 2013

BREVE REFLEXÃO ACERCA DO IMBRÓGLIO NA DEMARCAÇÃO DAS RESERVAS INDÍGENAS
Crônica
Sempre causou-me indignação o rótulo de “ociosos” que alguns desavisados, por falta de conhecimento ou recheados de interesses próprios, tentam atribuir aos í...ndios.
Resolvi, diante dos últimos acontecimentos, vasculhar sites – favoráveis e desfavoráveis à demarcação das reservas indígenas (parece surreal mas muita gente faz careta quando o assunto adquire essa tonalidade).
Simpático à causa desses primitivos moradores talvez puxe, voluntariamente, brasas às suas fogueiras. Mas nunca com a irresponsabilidade de quem pretende jogar cinzas no caos.
Os dois parágrafos a seguir, copiados do site da FUNAI, merecem atenta leitura.

“As populações indígenas são vistas, pela sociedade brasileira, ora de forma preconceituosa, ora de forma idealizada. O preconceito parte, muito mais, daqueles que convivem diretamente com os índios: as populações rurais.
Dominadas política, ideológica e economicamente por elites municipais com fortes interesses nas terras dos índios e em seus recursos ambientais, tais como madeira e minérios, muitas vezes as populações rurais necessitam disputar as escassas oportunidades de sobrevivência em sua região com membros de sociedades indígenas que aí vivem. Por isso, utilizam estereótipos, chamando-os de "ladrões", "traiçoeiros", "preguiçosos" e "beberrões", enfim, de tudo que possa desqualificá-los. Procuram justificar, desta forma, todo tipo de ação contra os índios e a invasão de seus territórios.
Já a população urbana, que vive distanciada das áreas indígenas, tende a ter deles uma imagem favorável, embora os veja como algo muito remoto. Os índios são considerados a partir de um conjunto de imagens e crenças amplamente disseminadas pelo senso comum: eles são os donos da terra e seus primeiros habitantes, aqueles que sabem conviver com a natureza sem depredá-la. São também vistos como parte do passado e, portanto, como estando em processo de desaparecimento, muito embora, como provam os dados, nas três últimas décadas tenha-se constatado o crescimento da população indígena.

Por outro lado, muitos argumentam que “é muita terra pra pouco índio”.
A fala do antropólogo João Pacheco de Oliveira, professor do Museu Nacional da UFRJ, desmistifica essa tese.
João Pacheco rebate argumentos do senso comum contra os índios, como o de que são menos de 1 milhão de pessoas e têm reservas que somam 13% do território nacional. - "As áreas indígenas não são apenas destinadas aos indígenas, em grande parte são reservas ambientais", diz. "E não são terras dos indígenas, são terras da União."

As áreas indígenas não são apenas destinadas aos indígenas. Em grande parte são reservas ambientais, santuários ecológicos desrespeitados: Xingu, a área ianomâmi, algumas regiões da fronteira do Javari, Rio Negro. E não são terras dos indígenas, são terras da União. As terras indígenas não são esses 13% que se colocam. Aliás, o próprio argumento é bastante questionável, porque a concentração fundiária no Brasil deve levar 0,2% da população a ter 80% das terras agricultáveis. Então, essa justificativa seria pela reforma agrária imediata.

O assunto é longo e seriam necessárias laudas e laudas, mas serei breve em meu posicionamento.
Quando, há quinhentos anos, os primeiros europeus aqui chegaram, trazendo, além das doenças que dizimaram grande número de índios, o irrefreável desejo de conquistas, estima-se que eles aqui já se encontravam há mais de 10.000 anos.
Logo, não há, nesse país, proprietários mais legítimos, historicamente.
Legalmente também já tiveram os seus direitos devidamente reconhecidos.
As medidas são duras, mas tudo cicatriza nessa vida.
A demarcação das reservas indígenas não pode recuar.
E que a sociedade brasileira arque com as justas indenizações, devidas aos agricultores, pela omissão de todos os governos que, letárgicos, nunca se preocuparam em resolver esse imbróglio.
Mas é claro que a discussão não termina aqui. É apenas uma centelha na palha seca.

Mário Massari
 

domingo, 16 de dezembro de 2012

CASA

Os retratos
guardam e vigiam
os teus passos,

e os gritos das crianças
correndo desenfreadas
em suas paredes ficaram registrados.

No vasto avarandado
as mesmas redes descansam
sob a prosa do crepúsculo
e janelas de um tempo adormecido
espiam um quintal lúdico
e seus arrabaldes...

E a solidão dos dias frios e chuvosos
sempre será compartilhada
por mãos trêmulas
que bordam agasalhos
suspiram saudades...


MÁRIO MASSARI
"Achados e guardados" - 2002
Tela: "Mulher costura na frente de sua casa", de Claude Joseph Bail (1862-1921)
 
 

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

LANÇAMENTO

ANTECEDENTES POSTAIS - diários de naufrágios

Dia 30 de agosto, às 19:30 horas
Biblioteca Municipal Dr. Antonio Furlan Jr.
Rua Aprígio de Araújo - 1102
Centro - Sertãozinho - SP

"Preferiu ser espaço
A árvore.

Não nascera para
Sombrear vertigens.

             Mário Massari"

terça-feira, 1 de maio de 2012


CIGARRAS

Elas sempre fascinaram-me. Mas a minha admiração por esses seres cresceu ao conhecer o ciclo de vida.
Após o acasalamento o macho morre e a fêmea, após a postura dos ovos, também. Os ovos eclodem e os insetos jovens (ou ninfas) caem no chão e entram na terra onde vivem de 01 a 17 anos (depende da espécie) se alimentando da seiva de raízes. Isso mesmo: de 01 a 17 anos. Depois desse período elas cavam túneis, sobem nas árvores e sofrem uma metamorfose, a ecdise, se tornando adultas e prontas para o acasalamento.
Já escrevi um conto sobre o tema “Antes que cheguem as cigarras” e um poema “Cristais” – presente no meu livro Beirais – 2007, que publico a seguir:


CRISTAIS

Anunciam com a chegada
O novo ciclo
Parodiando cristais
Tripudiando os moucos ouvidos
De desatentos ouvintes.

Não desafinam
E nem sequer se importam
Com a fama indevida
De boêmias incorrigíveis.

Antes, os criticos desdenham
Com a sinfonia que lança por terra
As intransponíveis muralhas
Dos que simulam indiferença.

E avessas ao silêncio
Cantam as cigarras o fado
Num agradecimento ao Supremo
Pelo muito que lhes é dado.



sexta-feira, 25 de novembro de 2011

sábado, 27 de agosto de 2011

Borboletas no aquário




              

                           I


Mantinha borboletas

No aquário.

Sentava-se próximo

Com as mãos no rosto

Espalmadas

E tecia um fio de tempo

(Só seu)

A admirar, através da transparência

Das cortinas,

Um balé de cores

Que reverberavam, reverberavam...



                     II


Mantinha borboletas

No aquário

O silêncio a balbuciar-lhe

Regozijos de naufrágios...



Mas, quando as mãos insensíveis

Não pressentiram mais as cores

E a visão turva admitiu

Guelras na fala

Ao fio partido

Gritou

Ah, gritou!


Suspensos ao eco

Todos os mares não desbravados!



                    III

Uma chuva fina e persistente

Lambia os alicerces do passado

Quando fez o que, há tempos, cogitava:


- Mirou o ponto luminoso no teto de tudo

- Guardou os álbuns de todas as renúncias

Na gaveta do armário

- Fez par com a vida, num beijo inusitado

- E, finalmente, convicto, quebrou o aquário.