Membros da Academia Sertanezina de Letras - ASEL
A Academia Sertanezina de Letras - ASEL, em reunião realizada no dia 06 de julho de 2011, escolheu, através do voto secreto conforme prevê o Estatuto Social, três novos membros efetivos: Marcos Favaretto, Joana D'arc Tobias Vieira e Thiago Antonio Quaranta. Três candidatos não conseguiram a maioria absoluta dos votos.
Arabescos é o título de um livro de poemas de Mário Massari (Membro da Academia Sertanezina de Letras - ASEL). O autor disponibilizará no blog poemas do referido livro,bem como de seus outros livros "Beirais" , "Achados e guardados" , "Portos, olhares e ausências..." , "Espelhos do Tempo", "Borboletas no aquário" e "Antecedentes Postais - diários de naufrágios".
quinta-feira, 14 de julho de 2011
quinta-feira, 31 de março de 2011
O preço do poema
I
Quanto vale o poema:
- nas frentes de batalha
- nas perdas irreparáveis
- na solidão que a alma talha?
Quanto vale o poema:
- aos nossos filhos drogados
- aos órfãos do destino
- aos desenganados?
O poema faz seu preço
ou o preço do poema
pelo tamanho da fome
é estipulado?
Quanto vale o poema:
- nas filas dos hospitais
- nas mutilações dos sonhos
- nas nossas guerras pessoais?
Quanto vale o poema:
- aos idosos desrespeitados
- às minorias esquecidas
- aos amantes desregrados?
O poema faz seu preço
ou deveras
estou enganado?
II
Quanto nos cobra o poema:
- por uma sinfonia de metáforas
- por uma visitação à alma
- por um deslumbre de voos?
Ou desapegado da matéria
doa-nos, ele, complacente
as suas inefáveis asas?
O preço do poema, senhores
é o poeta quem paga!
Quanto vale o poema:
- nas frentes de batalha
- nas perdas irreparáveis
- na solidão que a alma talha?
Quanto vale o poema:
- aos nossos filhos drogados
- aos órfãos do destino
- aos desenganados?
O poema faz seu preço
ou o preço do poema
pelo tamanho da fome
é estipulado?
Quanto vale o poema:
- nas filas dos hospitais
- nas mutilações dos sonhos
- nas nossas guerras pessoais?
Quanto vale o poema:
- aos idosos desrespeitados
- às minorias esquecidas
- aos amantes desregrados?
O poema faz seu preço
ou deveras
estou enganado?
II
Quanto nos cobra o poema:
- por uma sinfonia de metáforas
- por uma visitação à alma
- por um deslumbre de voos?
Ou desapegado da matéria
doa-nos, ele, complacente
as suas inefáveis asas?
O preço do poema, senhores
é o poeta quem paga!
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Metáforas do descaso
Cecília Meireles
imagem google
Opressoras palavras
que mal (ditas)
reverberam falácias:
- quanto vale uma corrompida
metáfora?
Opressora desigualdade
estampada nas crônicas
dos viadutos
nos cárceres das calçadas:
- quem acalentará os sonhos
ah, inevitável alvorada!
Opressora discriminação
pelo silencioso véu legalizada:
- mas, noite e dia não são adornos
de um único céu?
“Não sou alegre
nem sou triste...”
E no deserto da indiferença
entre opressores e oprimidos
a poesia, simplesmente,
resiste...
Poema vencedor do Prêmio Literário Ziraldo
10a Feira do Livro de Ribeirão Preto/SP
in " Espelhos do tempo" - Mário Massari
imagem google
Opressoras palavras
que mal (ditas)
reverberam falácias:
- quanto vale uma corrompida
metáfora?
Opressora desigualdade
estampada nas crônicas
dos viadutos
nos cárceres das calçadas:
- quem acalentará os sonhos
ah, inevitável alvorada!
Opressora discriminação
pelo silencioso véu legalizada:
- mas, noite e dia não são adornos
de um único céu?
“Não sou alegre
nem sou triste...”
E no deserto da indiferença
entre opressores e oprimidos
a poesia, simplesmente,
resiste...
Poema vencedor do Prêmio Literário Ziraldo
10a Feira do Livro de Ribeirão Preto/SP
in " Espelhos do tempo" - Mário Massari
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Ano novo
Ficou velho o pobre ano
Nem bem firmou seu reinado
Culpa de um relógio louco
Quase sempre acelerado.
E o calendário matreiro
Espadachim bem treinado
Sorri ante tais festejos
De tocaia nos telhados
Dos casarios que não dormem
Das luzes que não se apagam
Das ressacas memoráveis
Dos abraços bem guardados.
Na última badalada
Da noite que agora é meia
Desfere o golpe certeiro:
- Já é velho o que anseias.
Nem bem firmou seu reinado
Culpa de um relógio louco
Quase sempre acelerado.
E o calendário matreiro
Espadachim bem treinado
Sorri ante tais festejos
De tocaia nos telhados
Dos casarios que não dormem
Das luzes que não se apagam
Das ressacas memoráveis
Dos abraços bem guardados.
Na última badalada
Da noite que agora é meia
Desfere o golpe certeiro:
- Já é velho o que anseias.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Canon divulga ganhadores de Prêmio
Compartilhe esta notícia: A Canon, empresa japonesa especializada no desenvolvimento de tecnologias de gerenciamento de documentos e de imagem, anuncia os vencedores do “III Prêmio Literário Canon de Poesia”, realizado em parceria com a Fábrica de Livros e a Editora Scortecci. Foram escolhidos os 50 melhores textos, que serão reunidos em um livro a ser lançado nos primeiros meses de 2011.
Com tema livre, o concurso, que teve sua abertura na 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo e aconteceu entre 13 de agosto e 30 de setembro, recebeu mais de 3 mil inscrições.
Os finalistas foram escolhidos por uma comissão julgadora, composta por profissionais de renomado prestígio literário e cada vencedor receberá dez exemplares da obra e contará ainda com a divulgação e promoção da antologia pela Canon nas suas ações de Marketing e Propaganda, no período de um ano.
“O objetivo desse concurso é revelar talentos, promover a literatura e difundir a impressão digital de livros no país e a cada ano estamos conseguindo movimentar muitas pessoas e desenvolver neles o interesse cultural”, afirma Jun Otsuka, presidente da empresa no Brasil.
Confira os nomes dos poetas vencedores do III Prêmio Canon de Poesia:
Alam Cristian Arezi – Porto União/SC
Allan Pitz Ribeiro de Souza - Rio de Janeiro/RJ
Almir Guilhermino da Silva - Marechal Deodoro/AL
Altair dos Santos Paim - Salvador/BA
Ana Karina Pereira dos Santos Soares - Recife/PE
Ana Laura Dimas de Freitas Rabelo - Belo Horizonte/MG
Arthur Rodrigues Clemente - São Paulo/SP
Augusto Barros Mendes - Niterói/RJ
Augusto de Oliveira Junior - Macapá/AP
Benedito Cirilo dos Santos Filho - S. G. do Sapucaí/MG
Bruna Souza de Oliveira - Novo Hamburgo/RS
Carlos Eduardo Marcos Bonfá - Socorro/SP
Carlos Oliveira Rodrigues - Sobral/CE
Carlos Roberto da Rosa Rangel - Santa Maria/RS
Eduardo Francisco Jaques Neto - Torres/ RS
Eduardo Humberto Ferreira - Uberlândia/MG
Elaine Vincenzi Silveira - São Paulo/SP
Eleni Carvalho - Diadema/SP
Francisco Carlos Pereira - Araçatuba/SP
Gabriele Nunes Moraes - Uberaba/MG
Haydée Schlichting Hostin Lima - Santa Maria/RS
João Carlos de Oliveira - Teixeira de Freitas/BA
Jonatan Gracioli do Amarante - Cianorte/PR
José Guaicurus Mendes dos Santos - Guapimirim/RJ
Leila Maria Rodrigues Daibs Cabral - Mogi das Cruzes/SP
Luciana Slongo - Herval d’Oeste/SC
Luiz Carlos da Silva - Campo Mourão/PR
Luzia Stocco - Piracicaba/SP
Manoel Vinícius da Mata Souza - Ourinhos/SP
Márcia Cristina Lio Magalhães - Fortaleza/CE
Maria Anabel Siqueira Sampaio - São Paulo/SP
Mario Donizete Massari - Sertãozinho/SP
Mariza Baur - São Paulo/SP
Marlene Edir Severino - Itajaí/SC
Marlene Rozina Feltrin - Farroupilha/RS
Matheus Jacob Barreto - Cuiabá/MT
Nielson Torres Costa - Taguatinga/DF
Paulo da Mata-Machado Jr. - Brasília/ DF
Priscila Costa Lopes - Florianópolis/SC
Raimundo de Moraes - Recife/PE
Rosane Catarina de Castro - Belo Horizonte/MG
Roselaine Dias da Cruz - São Paulo/SP
Sergio Luiz Moreira - Rio de Janeiro/RJ
Tatiana Oliveira Druck - Porto Alegre/RS
Terezinha Bertazzi Costa - Campinas/SP
Varidiana Ribeiro Mercatelli - São Paulo/SP
Vilmar Ferreira Rangel - C. dos Goytacazes/RJ
Walter Luiz Jardim Rodrigues - Belém/PA
William Lima Glins - Rio de Janeiro/RJ
Zanny Adairalba Dantas de Góes - Boa Vista/RR
Com tema livre, o concurso, que teve sua abertura na 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo e aconteceu entre 13 de agosto e 30 de setembro, recebeu mais de 3 mil inscrições.
Os finalistas foram escolhidos por uma comissão julgadora, composta por profissionais de renomado prestígio literário e cada vencedor receberá dez exemplares da obra e contará ainda com a divulgação e promoção da antologia pela Canon nas suas ações de Marketing e Propaganda, no período de um ano.
“O objetivo desse concurso é revelar talentos, promover a literatura e difundir a impressão digital de livros no país e a cada ano estamos conseguindo movimentar muitas pessoas e desenvolver neles o interesse cultural”, afirma Jun Otsuka, presidente da empresa no Brasil.
Confira os nomes dos poetas vencedores do III Prêmio Canon de Poesia:
Alam Cristian Arezi – Porto União/SC
Allan Pitz Ribeiro de Souza - Rio de Janeiro/RJ
Almir Guilhermino da Silva - Marechal Deodoro/AL
Altair dos Santos Paim - Salvador/BA
Ana Karina Pereira dos Santos Soares - Recife/PE
Ana Laura Dimas de Freitas Rabelo - Belo Horizonte/MG
Arthur Rodrigues Clemente - São Paulo/SP
Augusto Barros Mendes - Niterói/RJ
Augusto de Oliveira Junior - Macapá/AP
Benedito Cirilo dos Santos Filho - S. G. do Sapucaí/MG
Bruna Souza de Oliveira - Novo Hamburgo/RS
Carlos Eduardo Marcos Bonfá - Socorro/SP
Carlos Oliveira Rodrigues - Sobral/CE
Carlos Roberto da Rosa Rangel - Santa Maria/RS
Eduardo Francisco Jaques Neto - Torres/ RS
Eduardo Humberto Ferreira - Uberlândia/MG
Elaine Vincenzi Silveira - São Paulo/SP
Eleni Carvalho - Diadema/SP
Francisco Carlos Pereira - Araçatuba/SP
Gabriele Nunes Moraes - Uberaba/MG
Haydée Schlichting Hostin Lima - Santa Maria/RS
João Carlos de Oliveira - Teixeira de Freitas/BA
Jonatan Gracioli do Amarante - Cianorte/PR
José Guaicurus Mendes dos Santos - Guapimirim/RJ
Leila Maria Rodrigues Daibs Cabral - Mogi das Cruzes/SP
Luciana Slongo - Herval d’Oeste/SC
Luiz Carlos da Silva - Campo Mourão/PR
Luzia Stocco - Piracicaba/SP
Manoel Vinícius da Mata Souza - Ourinhos/SP
Márcia Cristina Lio Magalhães - Fortaleza/CE
Maria Anabel Siqueira Sampaio - São Paulo/SP
Mario Donizete Massari - Sertãozinho/SP
Mariza Baur - São Paulo/SP
Marlene Edir Severino - Itajaí/SC
Marlene Rozina Feltrin - Farroupilha/RS
Matheus Jacob Barreto - Cuiabá/MT
Nielson Torres Costa - Taguatinga/DF
Paulo da Mata-Machado Jr. - Brasília/ DF
Priscila Costa Lopes - Florianópolis/SC
Raimundo de Moraes - Recife/PE
Rosane Catarina de Castro - Belo Horizonte/MG
Roselaine Dias da Cruz - São Paulo/SP
Sergio Luiz Moreira - Rio de Janeiro/RJ
Tatiana Oliveira Druck - Porto Alegre/RS
Terezinha Bertazzi Costa - Campinas/SP
Varidiana Ribeiro Mercatelli - São Paulo/SP
Vilmar Ferreira Rangel - C. dos Goytacazes/RJ
Walter Luiz Jardim Rodrigues - Belém/PA
William Lima Glins - Rio de Janeiro/RJ
Zanny Adairalba Dantas de Góes - Boa Vista/RR
sábado, 4 de dezembro de 2010
Crônica
Ouvidos privilegiados
Certo dia, conversando com um amigo, músico independente e tarimbado, confesso que fiquei deveras surpreso com o que me disse, enfaticamente:
- não me preocupam, e tampouco me influenciam, as críticas, sejam boas ou desfavoráveis, dos amigos músicos acerca dos meus trabalhos!
Antes devo dizer que a temática central de nossa conversa era a arte, especialmente música e literatura.
Imediatamente interpelei-o com um barril de argumentações: mas como, se os músicos possuem maior capacidade para analisar os seus trabalhos, se providos eles de conhecimentos teóricos e práticos estão em sintonia com a qualidade ou não de uma produção musical, se detentores, eles, de “ouvidos privilegiados” conseguem captar a extensão..., blá, blá, blá...
Nesse ínterim outros amigos chegaram, uns quatro ou cinco, se a memória não me engana, e a prosa tomou rumo diverso.
Mas em certo momento, quando a madrugada já se adiantava e tencionando dormir, solicitei-lhe que apresentasse o seu CD, na ocasião, recentemente lançado.
Após analises acerca do trabalho: quem compusera as melodias, músicos que haviam participado das gravações, custo da produção, etc., adquiri, a exemplo dos outros, um exemplar.
E quando já me levantava para partir ele segurou-me pelo braço:
- Entendeste agora!
- Os amigos músicos, geralmente, não compram os meus trabalhos.
E confesso que até hoje ando a meditar sobre isso.
Certo dia, conversando com um amigo, músico independente e tarimbado, confesso que fiquei deveras surpreso com o que me disse, enfaticamente:
- não me preocupam, e tampouco me influenciam, as críticas, sejam boas ou desfavoráveis, dos amigos músicos acerca dos meus trabalhos!
Antes devo dizer que a temática central de nossa conversa era a arte, especialmente música e literatura.
Imediatamente interpelei-o com um barril de argumentações: mas como, se os músicos possuem maior capacidade para analisar os seus trabalhos, se providos eles de conhecimentos teóricos e práticos estão em sintonia com a qualidade ou não de uma produção musical, se detentores, eles, de “ouvidos privilegiados” conseguem captar a extensão..., blá, blá, blá...
Nesse ínterim outros amigos chegaram, uns quatro ou cinco, se a memória não me engana, e a prosa tomou rumo diverso.
Mas em certo momento, quando a madrugada já se adiantava e tencionando dormir, solicitei-lhe que apresentasse o seu CD, na ocasião, recentemente lançado.
Após analises acerca do trabalho: quem compusera as melodias, músicos que haviam participado das gravações, custo da produção, etc., adquiri, a exemplo dos outros, um exemplar.
E quando já me levantava para partir ele segurou-me pelo braço:
- Entendeste agora!
- Os amigos músicos, geralmente, não compram os meus trabalhos.
E confesso que até hoje ando a meditar sobre isso.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Edital
ACADEMIA SERTANEZINA DE LETRAS
EDITAL
A Academia Sertanezina de Letras comunica que se encontram vagas as cadeiras (Membros Efetivos) de números 15 a 33 e 35 a 40.
Os interessados em concorrer ao preenchimento das mesmas deverão endereçar requerimento à ASEL – Academia Sertanezina de Letras (Rua Aprígio de Araújo, 1102, Centro, CEP: 14160-550), acompanhado de:
1. “Curriculum Vitae”;
2. Relação de sua produção literária ou artística (se houver);
3. Três exemplares de cada obra (se for o caso).
As inscrições deverão ser feitas até o dia 31/01/2011e as postulações serão analisadas em Assembleia(s) Interna(s), conforme o Estatuto da Academia.
Sertãozinho, 20 de novembro de 2010
ASEL – Academia Sertanezina de Letras
EDITAL
A Academia Sertanezina de Letras comunica que se encontram vagas as cadeiras (Membros Efetivos) de números 15 a 33 e 35 a 40.
Os interessados em concorrer ao preenchimento das mesmas deverão endereçar requerimento à ASEL – Academia Sertanezina de Letras (Rua Aprígio de Araújo, 1102, Centro, CEP: 14160-550), acompanhado de:
1. “Curriculum Vitae”;
2. Relação de sua produção literária ou artística (se houver);
3. Três exemplares de cada obra (se for o caso).
As inscrições deverão ser feitas até o dia 31/01/2011e as postulações serão analisadas em Assembleia(s) Interna(s), conforme o Estatuto da Academia.
Sertãozinho, 20 de novembro de 2010
ASEL – Academia Sertanezina de Letras
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